Já no carro Filipe não sabia o que fazer, aquele telefonema tinha sido muito estranho, estaria Andreia na cidade?Filipe decide ir à casa onde durante muitos anos viveram, se Andreia voltasse provavelmente ficaria ali hospedada, afinal de contas aquela casa tinha muito do que era dela, memórias únicas que em mais nenhum outro lugar encontraria.
Filipe chega à casa, atravessa aquele belo jardim, onde tudo parece igual, as mesmas roseiras, a mesma relva e a até o mesmo cedro que por eles tinha sido plantado num daqueles dias felizes da sua vida.
Filipe bate à porta, uma e outra vez, ninguém responde.
Já está quase a ir-se embora e voltar para o trabalho, quando de repente, uma ouve:
- Bom dia, desculpe quem é o senhor - dirige-se a ele uma rapariga, alta, de cabelos claros lisos, e olhar brilhante.
- Bom dia, chamo-me Filipe e vim aqui à procura de uma pessoa que julgava morar aqui, mas pelos visto enganei-me, desculpe o incómodo. - diz Filipe enquanto vira costas.
- Chama-se Andreia a pessoa de quem está à procura? - diz a rapariga num tom de voz tímido.
Um sorriso apodera-se da face de Filipe, enquanto ele se vira entusiasmado e diz:
- Sim, ela mora aqui?
- Sim, nós voltamos do Porto à pouco tempo, aliás ainda estamos em mudanças, mas o que lhe queria? Ela não está de momento, mas se quiser posso lhe dar o recado quando voltar.
Filipe diz não ser preciso e pergunta-lhe o nome.
- Tânia Silva, prazer.
- O prazer é todo meu - diz ele entusiasmado.
Filipe volta-se, e volta para o carro, afinal de contas todos aqueles pensamentos, tinham algum sentido, Andreia estava de volta e talvez lhe desse uma nova oportunidade.